A professora


Minha irmã sonhava em ser professora. Eu não.


Mas minha avó pediu com jeitinho para eu fazer a Licenciatura, que recém abrira a primeira turma, assim que terminei o Bacharelado. Aliás ela também insistia que eu devia escrever para crianças.

Foi uma sorte ter ido. Licenciatura me propiciou saberes, experiências e prazeres que não imaginava. Para começar, fui aluna de Malvina Tuttman na Uni-Rio, que soube revelar como a Didática pode ser uma aventura transformadora.

Aprovada em Concurso Público, dei aulas – e aprendi – na Escola Municipal Nestor Victor, liderada então por José Mauro da Silva, para quem qualquer elogio ao seu comprometimento com a Educação é pouco.

Por causa da Licenciatura tive a coragem de enviar um currículo para a EICTV (Escuela Internacional de Cine y TV) em San Antonio de los Baños e ser aprovada, para trabalhar com futuros diretores de cinema, sobre atores. Após dar uma oficina de um mês de duração, fui convidada a voltar e trabalhar mais dois anos. Foi um marco na minha experiência.

Voltando ao Brasil, em função das experiências anteriores, fui convidada a coordenar o VCF, projeto de vídeo do Museu da Vida-Fiocruz, e participar da implantação deste incrível Museu. Um ex-aluno, conhecendo meu trabalho, me convidou a integrar o recém-aberto Curso de Cinema da Universidade Estácio de Sá, e Elisa Tolomelli me convidou a integrar a equipe de professores das Oficinas de Cinema que a EH! Filmes promoveu em vários estados do Nordeste. Estas experiências propiciaram outras e mais outras.

Isto é só um resumo. Que também pode ser traduzido por: ouça o que sua avó diz.

Que bom que ouvi!


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